terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Estranhas experiências e outros poemas - Claudio Willer


          Quarto livro de poesia do autor paulista, nascido em 1940. "Criação verbal de uma outra dimensão e realidade em cascata, como não poderia deixar de ser na criação literária, Claudio Willer permite caminhar através de suas experiências, estranhas, insólitas, particulares e inauditas, mas soberbas e elementais. Poeta da geração 60, Willer traduziu e viveu Allen Ginsberg, Antonin Artaud, entre outros, e traduziu e introduziu no Brasil as obras completas de Lautréamont. O poeta de 'Anotações para um apocalipse', 'Dias circulares' e 'Jardins da provocação' lança, ao lado dessas obras de grande poder lírico e emotivo, questões fundamentais acerca da construção da modernidade no Brasil, na periferia. 'Estranhas experiências e outros poemas' comemora, em 2004 os quarenta anos de atividade poética de Claudio Willer, iniciada em 1964 com a edição de 'Anotações para um apocalipse'."


Ano: 2004
Editora: lamparina

Pegadas Noturnas (Dissonetos barrockistas) - Glauco Mattoso


Antologia de sonetos do poeta, traz um humor enlevado pela escatologia e grossura, envolto no sarcasmo e no escracho.        

Peçonhento (115)

Venenos são assunto perigoso.
Cicuta, estricnina, formicida...
É tanta substância proibida!
Curare, cogumelo, humor aquoso...

Há quem prefira arsênico a ter gozo.
Há quem com cianureto se suicida.
Há quem mistura soda na comida.
Há quem receita a língua do Mattoso.

Por mais mitridatismo que se invente,
ninguém se põe a salvo da picada
de aranha, escorpião, ou da serpente.

Mas a língua do Glauco, tão falada, 
se torna inofensiva e obediente,
servindo de flanela na engraxada...   


Ano: 2004
Editora: lamparina

Nariz de Vidro - Mario Quintana

 
       Quarto livro infantil do autor, traz "um mundo poético (...) feito de ternura, melancolia, lirismo, nostalgia da infância e um humor irônico transparente."


Ano: 1984 (2003 a 2° Edição)
Editora: Moderna


Um poema como um gole d’água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para
         [Sempre na floresta noturna.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

Literatura, pão e poesia - Sérgio Vaz


            Sétimo livro do autor e defensor da literatura periférica. Traz quase 200 páginas de contos e prosas. Alguns inspirados em fatos reais e todos com compromisso de mostrar a versão, dos que fizeram acreditar que não tinham versão. 

Brasil de Fato – Qual sua intenção com o livro Literatura, pão e poesia?

Sérgio Vaz – É uma [expressão da minha] relação cotidiana com o meu bairro e com as pessoas que eu convivo. [A ideia é] levar um pouco de literatura, falando dessas pessoas, que eu conheço muito bem. É um livro da Global Editora, que faz parte da coleção Literatura Periférica. A ideia sempre foi escrever sobre meu cotidiano. Eu me considero um cronista do meu bairro. Então escrevo sobre o lugar onde vivo. Não acho que eu seja um escritor universal, escrevo sobre o que eu vejo na minha realidade.

https://www.brasildefato.com.br/node/7186/

Ano: 2011
Editora: Literatura Periférica

(Foto Ilustrativa)